A cigarra ficou eternizada pela fábula de Esopo e, mais tarde, pela recontagem de La Fontaine: A Cigarra e a Formiga. Muitos escritores e poetas também recontaram essa fábula, até no Brasil, com a versão de Monteiro Lobato. Em todas, a cigarra canta no verão, enquanto a formiga trabalha e estoca comida para os dias frios do inverno.
Na vida real, a cigarra mora a maior parte de seu tempo sob a terra. Ou seja: ela também passa por várias fases até tornar-se adulta. E, somente adulta, ela sai debaixo da terra, troca de pele, ganha asas e… canta para atrair uma namorada, acasalar e perpetuar a sua espécie. E ela faz isso durante os dias quentes do verão.
Quem já encontrou a casquinha que a cigarra deixa grudada nos troncos das árvores, quando troca de pele? Quem já escutou o canto alto e vibrante dos machos cantadores? Eles são, praticamente, a marca registrada dos dias de verão.
Um abraço!



